
Juliana Carvalho
Psicanalista clínica pelo Instituto Haus Berggasse e pós-graduanda em Neuropsicanálise e Psicologia Clínica pela FAMEESP. Sustento meu trabalho a partir do compromisso ético com o tripé psicanalítico: análise pessoal, supervisão clínica e formação continuada.
Minha clínica é atravessada principalmente pelas questões do luto, trauma, angústias existenciais, depressão, violências emocionais e sofrimento psíquico. Acredito em uma escuta cuidadosa, presente e comprometida com o reconhecimento do sofrimento e com a singularidade de cada sujeito.
A psicanálise ocupa um lugar central na minha vida não apenas como formação teórica, mas como experiência de transformação subjetiva.
Foi através dela que encontrei caminhos possíveis de elaboração diante de perdas, adoecimentos e experiências traumáticas.
Antes da clínica, minha trajetória passou pelo jornalismo cultural, pela literatura, pelo teatro e pelas artes — espaços que sempre despertaram em mim um profundo interesse pelas histórias humanas. Trabalhei durante cinco anos como jornalista cultural na Rádio Brasil 2000 FM, em São Paulo, até decidir viver um tempo fora do Brasil. Morei por três anos entre Londres e Dublin, por lá tive experiências que ampliaram minha visão de mundo e minha relação com a alteridade.
Minha vivência na Europa também me permite acolher brasileiros que vivem fora do país e atravessam experiências de deslocamento, não pertencimento, solidão, preconceito, rupturas identitárias e dúvidas existenciais frequentemente presentes nos processos migratórios.
Minha própria trajetória também foi atravessada por experiências profundas de sofrimento, adoecimento e luto. Vivi períodos de depressão e TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), além do enfrentamento de um câncer de mama e a perda irreparável de uma filha. Vivências que transformaram profundamente minha relação com a vida, com o sofrimento e com a escuta.
Esses atravessamentos não aparecem na minha clínica como lugar de respostas prontas, mas como aquilo que me permite sustentar a escuta do sofrimento sem recusá-lo ou apressá-lo.
Acredito profundamente que a psicanálise é uma ferramenta de grande potência na construção de uma relação menos idealizada e cruel com nós mesmos e com a vida, possibilitando novas formas de existir, mesmo diante das contingências e do desamparo, inerentes à experiência humana.
É com essa escuta e com esse compromisso que conduzo meu trabalho clínico, acolhendo e caminhando ao lado de meus analisandos em seus processos singulares e profundamente humanos.
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